A aplicação de flúor é bastante conhecida pela população em geral, principalmente quando somos crianças. Mas seus benefícios também podem ser sentidos pelos adultos, que precisam continuar realizando cuidados específicos para evitar a cárie e outros problemas trazidos por ela.

Mineral naturalmente encontrado em todas as fontes de água, o flúor tem uma aplicação muito importante dentro da odontologia, ajudando o seu sorriso a ficar mais bonito e mais forte.

Quer saber tudo sobre esse mineral e entender a importância dele na sua saúde bucal e na dos seus filhos? Então, continue a leitura!

O que é o flúor e qual a sua importância para a saúde bucal?

O flúor é um mineral abundante em todas as fontes de água e que atua de forma importante na fortificação do dente, impedindo a ação de cáries e a desmineralização causada por essas bactérias.

Quando o flúor atinge o dente, ele atua de modo a interferir no equilíbrio dinâmico entre a superfície mineral dos dentes e os fluidos orais, o que reduz a tensão da superfície dentária e a adesão dos microrganismos ao dente, diminuindo a progressão das cáries.

Ou seja, quando o flúor está presente na nossa saliva, ele consegue fortalecer a superfície do dente, deixando-a menos “porosa”, o que dificulta que as bactérias e outros microrganismos nocivos consigam adentrar no dente. Em casos de cáries nos estágios iniciais, o flúor também ajuda na recuperação.

Todo esse processo acontece da seguinte forma: quando ingerimos açúcar ou alimentos doces, essa substância é quebrada por bactérias que estão presentes na nossa boca, criando uma reação química que leva à formação de ácidos — que são responsáveis pela perda de cálcio nos dentes.

Quando o flúor está presente na nossa saliva, ele altera os cristais do esmalte, deixando o dente mais resistente a todo esse processo de retirada de cálcio e, assim, protegido contra a cárie.

Além disso, o flúor tem efeitos antimicrobianos, antienzimáticos e antibacterianos, ajudando a eliminar todos os possíveis “vilões” que atuam contra o seu sorriso.

No caso das crianças, essa ação é ainda mais importante, porque o flúor atua na proteção tanto dos dentes de leite, como dos dentes permanentes que ainda vão nascer.

Quando a aplicação de flúor deve ser feita?

Os nossos dentes se tornam vulneráveis à placa bacteriana assim que eles nascem e, por isso, estão sujeitos às cáries e a todo o processo que descrevemos acima em qualquer idade.

Por isso, a aplicação de flúor deve acontecer nas crianças assim que os primeiros dentes começam a nascer — período no qual as preocupações com a higiene bucal devem começar.

De qualquer modo, é sempre recomendável o acompanhamento da criança por um odontopediatra, que indicará o melhor método de aplicação de flúor, a idade certa e também o tipo e a quantidade de pasta dental corretos para o seu filho.

Isso porque o flúor pode chegar até a nossa boca de inúmeras formas, como na água em que bebemos (já que muitas prefeituras adicionam o flúor no momento do tratamento), pelas pastas dentais que usamos e com a aplicação via dentista.

E, embora o flúor seja extremamente importante, seu excesso também pode causar problemas. Por isso, é essencial que o dentista do seu filho compreenda a necessidade da criança dessa substância e a melhor forma de aplicação da mesma.

Nos adultos, a aplicação de flúor também é importante e pode ser feita em consultório (com o uso de moldeiras especiais), nas pastas de dente ou em enxaguantes bucais. Assim como as crianças, é sempre recomendável o acompanhamento profissional, pois o excesso de flúor também pode ocasionar problemas graves.

Como é feita e quando a aplicação de flúor deve ser feita pelo dentista?

A aplicação de flúor no dentista pode ser feita de muitas formas, como por bochechos, com a aplicação direta nos dentes e com o uso de moldeiras ajustáveis, com o flúor em forma de espuma ou gel.

Esse tipo de aplicação é indicado para pessoas que têm um risco aumentado de cáries, durante a profilaxia (limpeza) dos dentes de crianças e também para deter um evento cariogênico em progressão no dente.

Depois do tratamento, o paciente é orientado a não comer, beber ou enxaguar a boca por, pelo menos, 30 minutos — tempo necessário para que os dentes consigam absorver o flúor e também para auxiliar no reparo das ocorrências de descalcificações em estágios iniciais.

O tempo de reaplicação dependerá da sua saúde bucal, sendo que, em geral, ele pode variar entre três, seis e 12 meses. Também pode ser que o seu dentista lhe recomende outras medidas preventivas, como uso de géis fluoretados, soluções antibacterianas e cremes dentais específicos.

Em relação às crianças, o uso de dentifrícios fluoretados deve ser bem indicado quanto à concentração de acordo com a condição dos dentes, idade, dieta e presença de lesões ativas. Em muitas crianças pequenas não é indicado creme dental fluoretado.

Outro ponto que merece atenção é em relação à quantidade de pasta. Os bebês devem usar o valor correspondente à metade de um grão de arroz cru (já que eles ainda não sabem cuspir e o risco de ingestão é maior) e, para as crianças maiores e que já sabem cuspir, essa quantidade deve ser semelhante a um grão de ervilha.

Quais os riscos do excesso de flúor?

Já diz aquele famoso ditado popular que tudo em excesso faz mal, e com o flúor não é diferente. A ingestão em excesso pode acarretar intoxicações sistêmicas graves que podem acarretar até a morte do indivíduo. Entretanto o principal problema que o exagero pode causar é a fluorose dental, que pode ser identificada por pontos ou manchas nos dentes na forma de estrias.

Os dentes, quando recebem excesso de flúor, passam a apresentar manchas ou linhas esbranquiçadas e, em casos mais graves, podem até mesmo ficar marrons ou acastanhados — o que, inclusive, pode acarretar uma perda da estrutura dental.

Para evitar esse problema, é essencial que a aplicação de flúor seja sempre recomendada e orientada por um dentista. Se a fluorose está presente, não existe muito a ser feito.

Nos casos em que a estética atrapalha muito o paciente, podem ser indicados tratamentos como o microdesgaste do esmalte e técnicas restauradoras, mas, de qualquer forma, o melhor é sempre prevenir, para evitar que o problema apareça.

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